Tradicionais entre as indústrias farmacêuticas, os Relatórios Periódicos de Segurança (RPS) agora fazem parte da rotina dos fabricantes de produtos de uso veterinário. Com a nova Portaria SDA/MAPA nº 1.472/2025 do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), a produção destes documentos se torna obrigatória, ao passo que o órgão assume a gestão do sistema eletrônico nacional de notificações e passa a realizar auditorias e a adotar ações regulatórias imediatas caso aconteça alguma mudança no perfil de benefício e de risco.
A atualização das regras de monitoramento pós-comercialização de produtos de uso veterinário visa garantir a segurança e a eficácia nos animais, além de proteger os usuários e a saúde pública. E estabelece um novo cenário para o setor: em farmacovigilância veterinária, o que era prática operacional e diferencial competitivo agora é exigência legal. O que significa que o serviço de atendimento está redimensionado. Ele se torna estratégico e diretamente ligado à atuação regulatória das empresas.
Veja 4 passos para adaptar sua empresa à Portaria MAPA nº 1.472
A partir da determinação do ministério, fabricantes e titulares de registro devem manter um serviço estruturado de farmacovigilância, com médico-veterinário responsável técnico, banco de dados auditável e canais abertos para receber notificações. Esta é uma transformação estrutural expressiva, que pode afetar diretamente a capacidade das companhias de preservar sua reputação e seu compliance. Confira quatro estratégias para acelerar a implementação das mudanças necessárias, que garantam o alinhamento à nova portaria.
1. Profissionalize o SAC
É fundamental contar com veterinários no suporte do relacionamento com clientes e fornecedores. Eles são habilitados para responder corretamente às demandas, de forma técnica e inteiramente alinhada com as novas normas. Assim, podem contribuir para que a relação com os consumidores e clientes se torne uma atividade crítica da governança da companhia, que, neste novo estágio da regulamentação, precisa proceder com investigações completas, rigorosas e bem documentadas.
2. Organize o banco de dados
Para atender às novas exigências apresentadas pela portaria, as empresas do setor precisam criar, ou reestruturar e ampliar, um sistema organizado, com registro em banco de dados auditável. Também são obrigadas a fazer a identificação adequada de eventos adversos, o monitoramento contínuo de segurança e a avaliação de riscos emergentes. Se faz necessário ainda disponibilizar canais de comunicação com usuários e fazer o registro e o tratamento das notificações recebidas.
3. Monitore as redes sociais
Muitas vezes, um post negativo de redes sociais pode viralizar e provocar danos antes mesmo que a empresa perceba o que está acontecendo. Mesmo em casos em que a culpa não é da marca, a reputação pode ser gravemente atacada em poucas horas. Depois que a situação é mapeada, seguir procedimentos claros para responder ao questionamento é crucial para evitar que a tentativa malsucedida de esclarecer a situação agrave ainda mais o cenário.
4. Invista em treinamento
A maior mudança proporcionada pela portaria não é técnica, mas sim cultural. A partir deste momento, o SAC deixa de ser apenas relacional e passa a ser regulatório, e isso muda a profundidade da escuta, o nível das perguntas, o modo de registrar, o cuidado com cada palavra e a autonomia técnica, principalmente dos veterinários, que atualmente são convocados a falar em nome do laboratório. São mudanças que demandam capacitação contínua.
Atendimento especializado
Com mais de duas décadas de atuação em atendimento aos pacientes de empresas e indústrias do segmento da saúde, a Vox está habilitada para contribuir com a adesão à portaria MAPA nº 1.472. As soluções desenvolvidas pela empresa podem transformar o SAC de laboratórios veterinários em área estratégica de governança regulatória. Suas rotinas permitem documentar eventos adversos, investigar riscos sanitários e reportar obrigações legais, protegendo marcas contra multas e responsabilidade civil.
Para alcançar este resultado, a companhia concilia tecnologia, com Inteligência Artificial (IA) proprietária, processos alinhados à nova norma e pessoas, com o suporte de veterinários certificados, de forma a mitigar riscos e profissionalizar o atendimento. O escopo de atuação da Vox cobre a etapa de triagem e registro, com a captura inicial de eventos adversos utilizando IA, mais atendente veterinário via script nos canais online e offline.
Passa pela investigação técnica, que compara a descrição presente na bula ao uso real e gera relatórios auditáveis. Envolve o reporte regulatório, com submissão ao MAPA dentro dos prazos legais e produção de documentação oficial e dashboard de riscos, com amparo de suporte jurídico. A Vox, inclusive, realiza a integração com o SAC do cliente via API ou uso de CRMs da Vox, caso seja identificada a oportunidade de migração de sistemas. E desenvolve treinamentos capazes de mudar a cultura da companhia, de maneira que o serviço de atendimento passe a ser encarado como área regulatória.
Além disso, a Vox disponibiliza monitoramento de todas as interações com rastreabilidade, alertas automáticos para lotes problemáticos e reações inesperadas, atendimento 24 horas por dia, sete dias por semana para casos críticos, em especial óbitos. E trabalha também com logística reversa para recebimento do produto ou gestão de recall.
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